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segunda-feira, 21 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Reorganização da rede escolar do 1ºCEB no Concelho de Viseu
O plano de reorganização da rede escolar no qual se prevê o encerramento, a nível nacional, de 654 escolas do 1ºCEB voltou a estar novamente na agenda política do governo.
No que diz respeito ao encerramento de escolas do 1ºCEB, constatámos através das informações prestadas pelo governo e veiculadas na imprensa nacional e local, que o concelho de Viseu será um dos mais penalizados, uma vez que, está previsto o encerramento de 20 escolas do 1ºCEB, designadamente aquelas que tenham menos de 20 alunos.
Para as aldeias o fecho da escola representa a perda daquela que em tempos era, a par da Igreja, um dos principais pólos de instrução e de cultura locais. Neste sentido, as aldeias do interior são cada vez mais lugares de belas paisagens, com uma produção agrícola quase inexistente e onde uma população envelhecida e, muitas vezes, empobrecida e com pouca saúde teima em resistir.
Podemos afirmar que esta política governativa está a contribuir a passos acelerados para a desertificação das aldeias do interior, retirando-lhes escolas que ainda ostentam boas condições de funcionamento, todas elas, no caso do Concelho de Viseu, dotadas de equipamento multimédia, onde se destaca a recente colocação de quadros interactivos e acesso à Internet e onde os alunos têm igualmente a oportunidade de frequentar, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular, aulas de Inglês, Expressões Artísticas e Actividade Físico-Desportiva.
Para além disso, algumas destas escolas foram alvo de obras de melhoramento e agora preparam-se para encerrar portas no final do presente ano lectivo sem que se vislumbrem, no caso do Concelho de Viseu, alternativas significativamente melhores. Com efeito, é necessário que a transição de todos os alunos do 1ºCEB seja efectuada adequadamente, pois o Concelho de Viseu ainda carece de infra-estruturas educativas cruciais no caso dos alunos com Necessidades Educativas Especiais com elevado grau de dependência, verificando-se a inexistência, ao nível do 1ºCEB, de uma Unidade de Multideficiência, à semelhança do que já acontece em Concelhos como Tondela, Sátão ou Santa Comba Dão.
A Comissão Política Concelhia do CDS-PP acompanhará este processo com a maior atenção, pugnando para que sejam encontradas soluções justas e adequadas a cada caso, zelando, deste modo, para que sejam salvaguardadas as melhores condições para a realização do processo de ensino/aprendizagem de todas as crianças deste Concelho.
NOTA: notícia publicada no Diário de Viseu
quarta-feira, 16 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Protecção aos Idosos
A Comissão Política Concelhia de Viseu do CDS-PP acompanha com preocupação os acontecimentos que atingem a população idosa deste país, considerada como uma das franjas mais desfavorecidas da população.
Relativamente às estatísticas demográficas, segundo dados do INE, referentes a 2009, citados num estudo do Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (SIDS; 2010), assiste-se em Portugal a um envelhecimento progressivo da população. Importa clarificar que se considera idoso aquele que tem 65 ou mais anos de idade.
Com efeito, o envelhecimento populacional atinge, segundo aqueles estudos, principalmente as mulheres, espelhando o reflexo da sua maior longevidade.
A região Centro é uma das zonas do país que, na última década, apresenta maiores índices de envelhecimento, verificando-se também um aumento preocupante do número de idosos considerados dependentes.
Muitos dos idosos vivem hoje na mais completa solidão, não possuindo qualquer suporte familiar ou apoio de retaguarda proporcionado por entidades públicas ou privadas de cariz social. O fenómeno, não sendo exclusivo de Portugal, adquire entre nós contornos graves devido à sobreposição da idade, do isolamento, da doença e da pobreza, que geram situações de fragilidade extrema. Importa pois desenvolver meios para melhor atender às dificuldades do crescente do grupo de idosos.
A comunicação social, nos últimos dias, tem dado especial relevo ao isolamento desta população.
Tememos, contudo, que, tal como outras problemáticas, após este período de interesse mediático tudo continue na mesma, sem solução.
Importa também reflectir sobre o facto de a solidão ser uma, apenas uma, forma de mau trato ao idoso.
A expressão “mau-trato” associa-se normalmente ao acto de maltratar alguém à violência física. Contudo, a violência física é apenas uma das tipologias, identificadas como mau-trato, entre uma panóplia bem mais vasta, que enquadra vários casos desde a “simples” negligência até ao abuso propriamente dito.
Se considerarmos as directrizes presentes no estudo Missing Voices (WHO, 2002) verificar-se-á que é feita uma divisão em três grandes áreas, a saber: negligência (isolamento, abandono e exclusão social), violação (das mulheres, legal e dos direitos médicos) e privação (das escolhas, decisões, status, finanças e respeito).
A qualidade de vida dos idosos fica radicalmente diminuída quando sujeitos a quaisquer que sejam as tipologias dos maus tratos sofridos.
Neste sentido, consideramos que urge construir medidas de intervenção no mau trato ao idoso que passarão pela prevenção, informação e educação através de programas específicos na escola e dos meios de comunicação.
Entendemos também que para evitar actos lastimáveis de mau trato e negligência para com os nossos idosos devem ser adoptados e privilegiados dois modelos de intervenção: a Animação Sociocultural e a Mediação e Resolução de Conflitos.
Consideramos também que é premente a criação de Comissões para a Protecção de Pessoas Idosas em Risco, tal como alertou, em tempos, sua excelência o Presidente da República, não tendo contudo o devido impacto. Parece-nos pertinente colocar na agenda este tema, não de forma avulsa ou mediática em que tudo se diz e pouco ou nada se faz. Este tema é demasiadamente complexo para que se façam análises circunstanciais, conduzida pelos media.
A sociedade portuguesa deve despertar para esta realidade e debater seriamente as soluções a adoptar para a promoção da qualidade de vida em todas as idades, derrubando barreiras alicerçadas em estereótipos.
Aqui fica, desde já, plasmada uma pergunta de partida: Para quando a integração plena do idoso no actual modelo de cidadania?
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Eleições: Directas e Órgãos Distritais
Jorge Azevedo (Presidente da Comissão Política Concelhia de Viseu) e Rui Santos (Presidente eleito da Comissão Política Distrital de Viseu).
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Visita do CDS-PP às escolas EB2/3 de Grão Vasco e Secundária Alves Martins
A Comissão Política Concelhia de Viseu do CDS-PP acompanhou, no dia 01/02/2011, a visita do líder nacional do partido, Dr. Paulo Portas, e do Deputado eleito pelo Distrito de Viseu, Hélder Amaral, à Escola Básica Grão Vasco, a convite da Associação de Pais, e à Escola Secundária Alves Martins onde assinou o Livro de Honra.
Duas escolas de referência em Viseu, mas, neste momento, os contrastes são gritantes, no que concerne à qualidade dos espaços físicos internos e externos. Perdoem-nos a metáfora, talvez um pouco agressiva, mas sair da Escola Grão Vasco e entrar na Alves Martins é como «viajar do inferno ao céu».
No «Liceu», após a intervenção realizada no ano transacto, pela Parque Escolar, apraz-nos registar que as instalações são óptimas, estando geradas todas as condições necessárias para que se possam desenvolver todas as actividades inerentes ao processo de ensino / aprendizagem. Escola de referência na cidade, tendo sempre um contingente significativo de alunos a obter uma classificação suficiente para entrar em Medicina, junta agora à qualidade dos seus recursos humanos e dos seus alunos espaços físicos remodelados, modernos e propiciadores de qualidade de vida à comunidade educativa.
O toque a rebate soou na Escola Básica Grão Vasco! Verificou-se que as condições físicas estão longe de proporcionar as condições e o conforto desejado aos alunos, corpo docente e assistentes operacionais que ali realizam as suas aprendizagens e desenvolvem o seu trabalho. Não é aceitável que professores e alunos tenham de ensinar e aprender em espaços que estão ultrapassados e desgastados pelo tempo e pelo uso. Casas de banho praticamente destruídas, balneários obsoletos que não permitem as condições mínimas de privacidade e higiene, algumas salas de aula «assustadoras» e recinto exterior inapropriado ao desenvolvimento de actividades lúdicas e desportivas.
O CDS-PP ficou bastante sensibilizado pela falta de condições existentes na Escola dos 2º e 3º Ciclos de Grão Vasco, mas realça, de modo muito positivo, a perseverança e esforço de todos aqueles que ali trabalham e que tão bons resultados têm obtido.
Escola de Referência para a Intervenção Precoce na Infância e para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão, obteve uma classificação de excelência, tendo atingido a classificação de Muito Bom em todos os parâmetros avaliados.
Neste sentido, os dirigentes do CDS PP alertarão os órgãos institucionais competentes para a realidade de uma escola que carece, de modo tão evidente, de uma requalificação profunda e não de obras de fachada ou meras operações de cosmética.
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