terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Petição Código Contributivo, nem obrigado!

Petição à Assembleia da República solicitando que reveja o aumento das taxas para a Segurança Social que previstas no Código Contributivo.

O Governo apresentou no final da Legislatura passada uma Proposta de Lei à Assembleia da República, que resultou no actual Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, mais conhecido como Código Contributivo.

Este novo Código veio agravar de forma brutal as contribuições para a Segurança Social.

De entre os contribuintes que vêem a sua contribuição ser atingida de modo mais gravoso destacam-se os jovens a recibo verde, os empresários em nome individual, os prestadores de serviços, os agricultores, os comerciantes e as pequenas e médias empresas.

Para um jovem que tenha começado agora a trabalhar e que emita recibos verdes, a taxa contributiva passa de 24,6% para 29,6%, um aumento de mais 20%. Um jovem que ganhe cerca de 1.000€ e que pagava à Segurança Social 154,69€, vai passar a pagar 237,28€ no primeiro ano e 296,60€ no terceiro ano.

Relativamente aos empresários em nome individual que sejam produtores ou comerciantes, a taxa contributiva passa de 25,49% para 29,6%, um aumento de mais 16 %. Um destes empreendedores que tenha de volume de negócios de 10.000€, mas um Lucro mensal de apenas 1.000€ (10%), pagava 159,72€ passará a pagar 237,28€ no primeiro ano e 296,60€ no terceiro ano.

Em relação ao regime dos trabalhadores agrícolas, verifica-se um aumento de 29% para 33,30% pois, no caso do empregador a contribuição aumenta de 21% para 23,30%, e no caso do trabalhador a contribuição passa dos 8% para os 11%. Num exemplo prático, de um trabalhador que aufira 550€, a contribuição passa de 115,50€ para os 122,65€, no que diz respeito à entidade empregadora de 44€ para os 60,50€, ou seja um aumento de 6,4% e de 37%, respectivamente.



No que diz respeito a um produtor agrícola em nome individual, a taxa contributiva passa de 23,75% para 28,3%, um aumento de 19%.

Neste três últimos casos a mudança não se consubstancia apenas no agravamento da percentagem da taxa, mas igualmente no escalão da base de incidência contributiva, isto é, no anterior regime poderia ser escolhido o escalão sobre o qual se efectivava a contribuição, por sua vez, no novo regime, o escalão é determinado com base no volume de negócios, o que se irá traduzir numa subida de escalão na maioria dos casos.

O Código Contributivo era para ter entrado em vigor em Janeiro de 2010, mas devido a uma iniciativa do CDS-PP essa entrada foi adiada por um ano.

Actualmente a situação socioeconómica não é menos gravosa daquela que subsistia aquando da decisão de adiamento da entrada em vigor do referido código. A nossa economia está em estado débil, o desemprego continua a atingir níveis alarmantes.

Com o perigo da economia Portuguesa voltar a entrar em recessão e com o aumento desemprego, o agravamento das contribuições para a Segurança Social que resultam da entrada em vigor no dia 1 de Janeiro de 2011 do Código Contributivo, é contraproducente e tem um efeito negativo.

Face ao exposto, os cidadãos abaixo assinados solicitam à Assembleia da República as medidas adequadas tendentes à revisão do aumento das taxas contributivas resultantes da entrada em vigor do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social constante da Lei n.º 110/2009, de 16 de Setembro, com as alterações constantes da Lei nº 119/2010, de 30 de Dezembro e da Lei nº 55-A/2010, de 31 de Dezembro de 2010.

SE CONCORDA, ASSINE A PETIÇÃO!

sábado, 15 de janeiro de 2011

CDS PP VISEU - APOIA O PROFESSOR CAVACO SILVA

A Comissão Política da Concelhia de Viseu do CDS PP apoia a candidatura do Professor Aníbal Cavaco Silva e está presente nas actividades de campanha:

- Sernancelhe- 07 de Janeiro

- Tondela - 08 de Janeiro

- Mangualde - 14 de Janeiro

- Aveiro - 17 de Janeiro

- Viseu - 19 de Janeiro

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!!


A CONCELHIA DE VISEU DO CDS-PP DESEJA A TODOS UM NATAL MUITO FELIZ.


Nota: imagem retirada do portedesign

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Escola de Ranhados

A Concelhia de Viseu do CDS-PP tem assistido com preocupação ao processo negocial que tem envolvido a Escola Básica de Ranhados.
            Com efeito, existe um clima de crispação crescente entre os dois principais interlocutores: a Câmara Municipal de Viseu e o Ministério da Educação, representado pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC).
            Este clima de tensão crescente está bem vincado nas declarações prestadas à imprensa pelo Sr. Presidente da Câmara ao admitir dar outra utilização ao terreno em Ranhados para a construção da escola. Este esticar de corda em nada abona a favor do clima de negociações e foi ainda empolado pelo Sr. Presidente ao defender recentemente na imprensa a extinção da DREC.
            Do lado da estrutura governativa temos assistido também a um completo silêncio que em nada contribui para o andamento do processo, acabando por prejudicá-lo por omissão.
            Os viseenses, e em particular os pais e encarregados de educação que residem naquela zona da cidade, desejam, certamente, ver construída uma infraestrutura educativa moderna e de elevada qualidade.
            Neste sentido, enquanto observadores atentos desta realidade gostaríamos de ver clarificadas as seguintes questões:
·         Haverá vontade política, do governo, para avançar com a construção desta infraestrutura educativa?
·         Haverá vontade dos interlocutores para reatarem o processo de negociações?
·         Quanto tempo mais terão de esperar os pais e encarregados de educação pelo cumprimento desta promessa política?

Entende a Concelhia do CDS-PP que a educação é um investimento seguro que deve estar acima das querelas partidárias. Neste sentido, não será tempo dos intervenientes deixarem de lado as truculências e voltarem, o quanto antes, ao processo negocial, consertando posições a bem dos alunos e das suas famílias?   

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem fala a verdade?

A discussão do Orçamento de Estado para 2011 na especialidade teve recentemente dois protagonistas com pontos de vista diametralmente opostos e que deixaram no ar uma certa opacidade que pretendemos ver clarificada.
Quantos aos protagonistas, falamos da Ministra da Educação, Dr.ª Isabel Alçada, e do Presidente da Associação Nacional de Municípios, Dr. Fernando Ruas. Com efeito, o Dr. Fernando Ruas vem queixar-se dos sistemáticos atrasos do governo na transferência de verbas para as autarquias no âmbito das competências delegadas pelo governo a estas últimas em matéria de educação.
Porém, no debate da especialidade, realizado na Assembleia da República, ouvimos atentamente a Sr.ª Ministra da Educação a dizer que as verbas relativas à educação tinham sido transferidas para as autarquias, pese embora algum atraso.    
No nosso entender, no caso de Viseu, o que é preocupante é que o Dr. Américo Nunes, vice-presidente da autarquia, se tenha queixado ao Diário de Viseu de ainda não ter recebido qualquer transferência do ME relativa às Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), que se destinam aos alunos do 1ºCEB.
Estamos, pois, preocupados em saber a verdade: houve ou não transferência de verbas? Estão ou não asseguradas para o futuro as condições de funcionamento das AEC?
Poderão os pais e encarregados de educação estar sossegados quanto à sua realização na actualidade e no futuro próximo? Caso o ME não transfira as verbas, a autarquia assegura o normal funcionamento das referidas actividades e denunciará os contratos celebrados?